Um dia desses, mais precisamente no dia 09 de julho deste ano, fui com os meus alunos do terceiro e quarto anos para uma Mostra de Cinema Infantil em Florianópolis, cujo o tema eram as obras de Manoel de Barros.
Eram curtas-metragem de diversos estilos e assuntos. Mas um em especial me chamou a atenção. Resumindo, era a história de um grupo de garotos que moravam em um local aparentemente muito pobre no interior de alguma cidade de Minas Gerais.
Certo dia um dos garotos acha uma bola de futebol (em estado muito precário) e resolve chamar os seus vizinhos para jogar, quando descobrem que não existe espaço suficiente para jogar. Percorrem toda a favela, subiram morros, tentaram jogar nos espaços utilizados pra construção, etc. Até que conseguiram uma rua com pouco movimento e um espaço razoável para jogar. Então colocaram os chinelos como se fossem traves e começam a peleja.
Com o passar do tempo e os obstáculos que existem naturalmente em uma pelada de rua, o jogo foi se adaptando, as traves passaram de chinelos para garrafas de refrigerante, de garrafas de refrigerante para estacas de madeira cravada no barro, e assim por diante, tudo pensando na melhor maneira de evitar equívocos na hora de um gol ou que impedisse o jogo de continuar. Não importa como, o jogo não pode parar por qualquer motivo.
O interessante das imagens é que em nenhum momento o diretor se preocupou em não exibir os conflitos que existiram entre as crianças que jogavam, dando a impressão inclusive que aquilo era mesmo pra ser visto.
Mas o que isso tem a ver?
Bom, não vou me lembrar da data, mas dois ou três dias antes do passeio com os alunos eu estava assistindo uma entrevista com o ex treinador do Vasco e agora treinador do São Paulo, Paulo Autuori, onde ele citou uma história em que o excelente treinador holandês Rinus Michels tocava em um ponto onde dizia que o motivo pelo qual principalmente Brasil e Holanda não produzem mais jogadores considerados fora de série, (craques habilidosos como Ronaldo, Romário, Zico, Johan Cruijff, Ruud Gullit, Frank Rijkaard e outros), é justamente pelo fim da cultura do futebol de rua.
De acordo com Autuori, Michels falava não só da habilidade que o jogador aperfeiçoa jogando em pisos irregulares, com bolas murchas e traves adaptadas. Alí, dentro da cancha, seja ela de barro ou asfalto, as diferenças eram resolvidas na hora.
Nos jogos de rua a ética é estabelecida a partir do momento que a bola rola, caso contrário a confusão vai existir. As regras são pré estabelecidas antes do jogo e geralmente as questões duvidosas são resolvidas de maneira democrática, mas nem sempre.
Corpo ralado, dedo machucado, brigas, confusões, golaços, valorização de amizades, construção de caráter, histórias pra contar, respeito ao adversário (que as vezes é amigo), ética, prática de esporte, aprender a ganhar e a perder, honrar a palavra, etc. também são valores necessários para se formar um atleta de ponta.
O que nós mais podemos observar hoje em dia são os clubes pegando crianças cada fez mais cedo, reduzindo sua infância e atividades lúdicas, impondo responsabilidades desproporcionais nas costas de garotos que deveriam estar jogando futebol por diversão e nada mais, retirando suas famílias de perto, muitos optam por largar os estudos pra irem em busca do sonho de um dia poder dar uma condição de vida mais digna para seus parentes.
De quem é a culpa? Vale a reflexão.
Abs. Andrês Knoll
sábado, 20 de julho de 2013
sábado, 25 de maio de 2013
Ah o futebol...
Uma mistura de alegria e tristeza me veio na hora que o jogo entre Borússia x Bayern acabou. Apesar de eu sempre achar que o Bayern era o favorito ao título, assisti ao jogo e me vi torcendo pro Borússia várias vezes. O jogo foi um jogão, os goleiros tiveram muito trabalho mas o Bayern mostrou que é um timaço e mereceu o resultado apesar do excelente jogo do Burússia.
Ver jogadores como Robben dando a volta por cima e um técnico de 68 anos mostrar um futebol moderno e de alta qualidade é gratificante. E ao mesmo é muito legal ver os jogadores do Borússia tendo seu trabalho reconhecido pela torcida no final do jogo.
O futebol, ao contrário das novelas e reality shows, é um esporte que agrega multidões, que se estiverem bem organizadas proporcionam espetáculos maravilhosos e que mostram ao indivíduo, seja lá qual for a sua idade, que perder faz parte na vida, que chorar de tristeza ensina a lidar com as emoções, que do outro lado tem um adversário e não um inimigo, que ao terminar o jogo todos são colegas de profissão e não rivais.
Mas cobrar isso de um povo que cresce vendo político roubar e vê seus impostos sendo pagos sem nenhum retorno é até contraditório. O exemplo é o mais importante.
E Europa deu um show mais uma vez, um espetáculo de futebol que deveria servir de exemplo pra nossa cartolagem, pois estamos há 20 dias da copa das confederações.
Ver jogadores como Robben dando a volta por cima e um técnico de 68 anos mostrar um futebol moderno e de alta qualidade é gratificante. E ao mesmo é muito legal ver os jogadores do Borússia tendo seu trabalho reconhecido pela torcida no final do jogo.
O futebol, ao contrário das novelas e reality shows, é um esporte que agrega multidões, que se estiverem bem organizadas proporcionam espetáculos maravilhosos e que mostram ao indivíduo, seja lá qual for a sua idade, que perder faz parte na vida, que chorar de tristeza ensina a lidar com as emoções, que do outro lado tem um adversário e não um inimigo, que ao terminar o jogo todos são colegas de profissão e não rivais.
Mas cobrar isso de um povo que cresce vendo político roubar e vê seus impostos sendo pagos sem nenhum retorno é até contraditório. O exemplo é o mais importante.
E Europa deu um show mais uma vez, um espetáculo de futebol que deveria servir de exemplo pra nossa cartolagem, pois estamos há 20 dias da copa das confederações.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Bipolaridade x Paixão
Muitas vezes acho que boa parte da torcida rubro-negra sofre de bipolaridade, mas aí eu me recordo de como eu já fui assim um dia e lembro que isso nada mais é do que a paixão avassaladora e muitas vezes exagerada por parte da torcida.
No final de 2012 o Flamengo passou por um momento crítico e histórico, as eleições presidenciais que, finalmente deram fim à péssima gestão Patricia Amorim. Junto com esse momento histórico veio a torcida abraçando a causa da então nova diretoria comandada por Eduardo Bandeira de Mello e seus vices presidentes, prometendo confiança e paciência.
Aumento da credibilidade, pagamento de dívidas, reestruturação do clube, contenção de gastos. Enfim, arrumar a bagunça e visualizar um futuro mais digno e menos envergonhante eram as metas da nova diretoria. Pois bem, entre todos essas ações, também falava-se muito que o campeonato carioca serviria de elaboração do elenco e testes para jogadores que ainda não haviam mostrado todo o seu potencial pois o campeonato carioca é um campeonato defasado e de péssima qualidade técnica. Até a primeira série derrotas...
Confesso que não fui de acordo com algumas atitudes tomadas pela nova diretoria no aspecto time de futebol dentro de campo. A troca de Dorival Júnior por Jorginho ainda não surtiu a efeito desejado pela diretoria, talvez não fosse a hora de trocar ainda. Como também não concordo com muitas atitudes e escalações do Jorginho até o momento.
Porém, a torcida do Flamengo parece que não entendeu - ou então esqueceu - que um time não se monta em dois meses de trabalho e muito menos com um orçamento pequeno por motivos de penhoras e gastos abusivos de outras gestões. Também não podem esquecer das promessas feitas à torcida e à diretoria de ter paciência e compreensão nos momentos difíceis que viriam, estão vindo e estão por vir.
É claro que o elenco precisa de reforços pra disputa da Copa do Brasil e pro Brasileirão, o que não deve-se fazer é colocar o time em um patamar acima de tudo e todos em um mês e no mês seguinte achar que o mesmo elenco vai cair pra segunda divisão, como ouvi e li nas redes sociais e conversas informais com colegas.
Para os rubro negro eu deixo um recado: Paciência, 2013 é o ano da reestruturação e do resgate da credibilidade. Erros acontecerão, mas os acertos até o momento são muito maiores.
Abs.
No final de 2012 o Flamengo passou por um momento crítico e histórico, as eleições presidenciais que, finalmente deram fim à péssima gestão Patricia Amorim. Junto com esse momento histórico veio a torcida abraçando a causa da então nova diretoria comandada por Eduardo Bandeira de Mello e seus vices presidentes, prometendo confiança e paciência.
Aumento da credibilidade, pagamento de dívidas, reestruturação do clube, contenção de gastos. Enfim, arrumar a bagunça e visualizar um futuro mais digno e menos envergonhante eram as metas da nova diretoria. Pois bem, entre todos essas ações, também falava-se muito que o campeonato carioca serviria de elaboração do elenco e testes para jogadores que ainda não haviam mostrado todo o seu potencial pois o campeonato carioca é um campeonato defasado e de péssima qualidade técnica. Até a primeira série derrotas...
Confesso que não fui de acordo com algumas atitudes tomadas pela nova diretoria no aspecto time de futebol dentro de campo. A troca de Dorival Júnior por Jorginho ainda não surtiu a efeito desejado pela diretoria, talvez não fosse a hora de trocar ainda. Como também não concordo com muitas atitudes e escalações do Jorginho até o momento.
Porém, a torcida do Flamengo parece que não entendeu - ou então esqueceu - que um time não se monta em dois meses de trabalho e muito menos com um orçamento pequeno por motivos de penhoras e gastos abusivos de outras gestões. Também não podem esquecer das promessas feitas à torcida e à diretoria de ter paciência e compreensão nos momentos difíceis que viriam, estão vindo e estão por vir.
É claro que o elenco precisa de reforços pra disputa da Copa do Brasil e pro Brasileirão, o que não deve-se fazer é colocar o time em um patamar acima de tudo e todos em um mês e no mês seguinte achar que o mesmo elenco vai cair pra segunda divisão, como ouvi e li nas redes sociais e conversas informais com colegas.
Para os rubro negro eu deixo um recado: Paciência, 2013 é o ano da reestruturação e do resgate da credibilidade. Erros acontecerão, mas os acertos até o momento são muito maiores.
Abs.
terça-feira, 19 de março de 2013
Salve Jorge
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| Aílton e Jorginho, ex jogadores do clube. |
No último final de semana o Flamengo demitiu o técnico Dorival Júnior e prontamente acertou todos os detalhes para Jorginho, ex auxiliar técnico de Dunga na copa de 2010, assumir o comando do clube de maior torcida do Brasil.
Os motivos da demissão foram justificados pela diretoria, que mostra que a cada dia que passa, está focada em pagar as contas em dia, evitar gastos absurdos e fazer com que o clube tenha novamente credibilidade no mercado. Dorival recebia em torno de 680 mil reais mensais e no seu contrato estava estipulado que o valor seria automaticamente corrigido para, acreditem, 750 mil reais mais bônus por títulos, podendo chegar a 1,2 milhões por mês a partir de maio.
O que causa espanto e indignação aos torcedores é saber que a gestão Patricia Amorim não se importava com as despesas do clube, oferecendo contratos megalomaníacos para o ex-treinador e para alguns jogadores (Liédson receberá 700 mil por ter sido convocado para 70% dos jogos e Vagner Love que recebia um valor fora da realidade do clube) sem poder arcar com os seus compromissos. Um absurdo!
Dorival Junior é um treinador esforçado, trabalhador e comprometido, e não tem culpa em absolutamente nada no que diz respeito ao salário que o Flamengo o pagava, porém o time mostrou pouca evolução nos jogos em 2013 e era limitado taticamente, fato esse comprovado na derrota para o Botafogo na semi final da taça Guanabara e também na vergonhosa derrota de virada para o Resende na primeira rodada da taça Rio, motivo que faltava para a diretoria o demitir.
No domingo a noite o Flamengo fechou o acerto com Jorginho, contratado até dezembro de 2014 e salários bem mais modestos, girando em torno de 250 mil reais por mês. Na bagagem Jorginho tem como trunfo a passagem pelo clube como jogador nos anos 80 e por entender a pressão que é estar dentro do clube de maior apelo nacional. Como treinador, passou por Goiás, Figueirense, seleção Brasileira e Kashima Antlers do Japão, além de ter feito estágio nos gigantes espanhóis Real Madrid e Barcelona.
O novo comandante rubro-negro tem como marca ajustar suas equipes peja defesa, ponto fraco do Flamengo no momento, além de ser conhecido como agregador e disciplinador. Ficou marcado pela boa campanha do Figueirense em 2011 e responsável pela evolução de Wellington Nem, na época jogador do time catarinense.
Será que Jorginho vai conseguir trabalhar em paz num clube tão turbulento? Será que ele fará com que os garotos como Adryan, Luiz Antônio e Thomáz reencontrem seu futebol? Será que o elenco vai estar fechado com ele? Só o tempo irá dizer.
Abs
Andrês Knoll de Miranda
quinta-feira, 14 de março de 2013
Passeio do Corinthians, Atlético Mineiro classificado e vexame do Flamengo.
O Corinthians recebeu o Tijuana (MEX) no Pacaembu e não
encontrou dificuldades para vencer por 3x0, com gols de Alexandre Pato, que
sentiu uma lesão muscular e saiu do jogo logo após o gol, Paolo Guerreiro e
Paulinho. O Tijuana lidera o grupo com nove pontos e o clube paulista vem em
segundo com sete. San Jose (BOL)x Milionários (COL) se enfrentam nesta quinta
feira.
Em La Paz o Atlético Mineiro vence o Strongest por 2x1 e garantiu sua classificação para as oitavas de final da Libertadores da América. Apesar dos 3.670 metros de altitude, o galo marcou seus gols com Diego Tardelli e Méndez (contra). O time mineiro está apresentando um futebol vistoso, o que já é costume nos times comandados por Cuca.
Em La Paz o Atlético Mineiro vence o Strongest por 2x1 e garantiu sua classificação para as oitavas de final da Libertadores da América. Apesar dos 3.670 metros de altitude, o galo marcou seus gols com Diego Tardelli e Méndez (contra). O time mineiro está apresentando um futebol vistoso, o que já é costume nos times comandados por Cuca.
E o vexame da noite ficou por conta do Flamengo, que no
primeiro tempo dominou o Resende e chegou a abriu 2x0 com gols de Hernane e
Elias. No final do primeiro tempo e início do segundo tempo o time de Dorival
Júnior sofreu um apagão e permitiu a
virada histórica do Resende.
A derrota deixou claro que o principal defeito da montagem do elenco rubro negro é a defesa. Alex Silva e Gonzalez são extremamente lentos, Wallace e Renato Santos não podem ser os salvadores da pátria. Em 2012 com Dorival Júnior o clube enfrentava sérios problemas internos e o elenco era muito limitado, não tinha consistência e tão pouco padrão tático. Aí em 2013, com pré-temporada, reforços que melhoraram a qualidade do elenco e paciência da torcida, nota-se que o time continua sem variações táticas e fica refém dos adversários quando estes jogam mais fechados.
quarta-feira, 13 de março de 2013
Taça Rio
Depois de terminada a Taça Guanabara com o Botafogo tornando-se campeão ao derrotar Flamengo e Vasco nas semi-finais e finais respectivamente, vai começar o segundo turno do campeonato carioca, a Taça Rio.
Diferentemente da charmosa taça do primeiro turno, os clubes se enfrentarão nos próprios grupos, sendo que classificam-se para as semi-finais os dois melhores classificados.
A rodada começa nesta quarta-feira, 13/03, com o confronto entre Flamengo x Resende 22h no estádio do Engenhão, jogo válido pelo grupo B. Pelo mesmo grupo, mas no sábado, dia 16/03, 16h, o Bangu recebe o Duque de Caxias no estádio de Moça Bonita e o Macaé enfrenta o Boavista no estádio Moacyrzão no mesmo horário. Pra finalizar o grupo, no domingo, o Fluminense luta pelos primeiros três pontos contra o Audax no Engenhão 17h.
No grupo A serão realizados três jogos no sábado. O Olaria enfrenta o Madureira as 16h no estádio Conselheiro Galvão, na Rua Bariri também as 16h o Friburguense joga contra o Nova Iguaçu no estádio Eduardo Guinle e o campeão da Taça Guanabara enfrenta o Quissamã 18h30min no estádio do Engenhão. Encerrando a primeira rodada, o Vasco abre as portas pra enfrentar Volta Redonda no domingo 16h em São Januário.
A fragilidade dos times de menor expressão é evidente, logo, fica difícil de imaginar as semi finais sem a presença dos quatro grandes clubes cariocas.
O Botafogo entra mais tranquilo no returno pois já está garantido nas finais com o título do primeiro turno, o Vasco tem mostrado qualidades com a dupla Carlos Alberto e Bernardo e não deve ter muitas dificuldades, já o Flamengo está em um momento de laboratório e experiências que servirão mais para as próximas competições, deve se classificar sem problemas mas o título do estadual não é seu grande objetivo na temporada, assim como o Fluminense, que está num grupo muito equilibrado na Libertadores e deve concentrar suas forças na competição sul-americana.
* Primeiro post deste blog, espero que meus amigos leiam e espalhem!
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